Casa Cor Miami

A Casa Cor expande seu território para a América do Norte, com um elenco seleto de profissionais brasileiros e internacionais inspirados no New Urban Living.

A mostra, que teve início no dia 1º, está no centro do distrito no recém inaugurado  . O complexo reúne um apart-hotel, com mais de 46 mil m2 de área comercial e entretenimento, além duas torres residenciais. Uma delas abriga os ambientes assinados por 20 profissionais consagrados ou em ascensão.

Os ambientes são como espaços de inovação e multiculturalismo, revelando que nesta combinação pode estar o futuro da arquitetura. Tecnológica, inovadora e sustentável: assim é a primeira edição de CASA COR Miami.

A Saccaro está presente na mostra, com participação no espaço do profissional Léo Shehtman,  com as Coleções Mistral, Sweel e Birillo, que fazem parte do ambiente Urbanitas Master Bedroom.

 

 

Lina Bo Bardi – Conheça as maiores realizações arquitetônicas da artista ítalo-brasileira

Arthur Casas: centenário Lina Bo Bardi (Foto: Divulgação)

Simplicidade, clareza e convívio. Este é o tripé que sustenta todas as obras da maior arquiteta brasileira até hoje, Lina Bo Bardi. A artista que nasceu na Itália mas escolheu o Brasil como sua nação chama atenção pelo estilo moderno, pela preocupação com o entorno e pela atenção dada ao convívio entre os que interagem com suas obras. Mais do que isso, Lina se destaca pela construção de obras com conceitos tão sólidos quanto cada um dos prédios e casas que ergueu.

“Tudo que ela faz tem um conceito por trás. É através da obra arquitetônica que ela se comunica”, afirma Sonia Guarita, presidente do Instituto Lina Bo Bardi, que ainda explica: “até as cadeiras do SESC foram feitas de forma certeira, para que as pessoas ficassem confortáveis, mas ainda assim prestassem atenção no que está sendo apresentado e não se refestelassem durante o show”.

Multifacetada, Lina foi uma artista constante, que não teve diferentes fases ou mesmo um auge em sua carreira. Isso não significa, no entanto, que Lina deixou de arriscar. Frequentemente Bo Bardi ultrapassava as paredes dos prédios que projetava, pensando desde as plantas do jardim até o design do mobiliário. Poucos se lembram, mas às suas obras somam-se aquarelas, desenhos, cadernos de relatos, móveis e até mesmo peças gráficas desenvolvidas ainda na Itália.

Para celebrar o seu aniversário, no dia 5 de dezembro, selecionamos 6 obras que melhor exemplificam o estilo da arquiteta: uma pequena amostra frente ao conjunto de sua obra, mas uma ótima forma de começar a ouvir o que Lina tinha a dizer.

Casa de Vidro

Lina Bo Bardi - A arquiteta do convívio (Foto: Peter Scheier)

 

Considerado um dos projetos pioneiros do modernismo no Brasil, a Casa de Vidro, construída em 1951,  é o projeto que melhor revela o estilo de Lina Bo Bardi. Foi lá que ela e o marido, Pietro Maria Bardi, viveram por cerca de 40 anos. Suspensa por finos pilares, a casa é invadida pelas plantas que a cercam, deixando difusos os limites entre interior e exterior, ao mesmo tempo em que abriga seus moradores sem privá-los da relação com os intempéries da natureza.

Museu de Artes de São Paulo (MASP)

Lina Bo Bardi - A arquiteta do convívio (Foto: Ilana Bressler)

 

Lina Bo Bardi - A arquiteta do convívio (Foto: Divulgação)

 

Ao passar pelo terreno que hoje recebe o MASP, Lina Bo Bardi imediatamente visualizou um grande Museu capaz de receber o acervo crescente do antigo Museu de Arte de São Paulo. Após algumas negociações, saiu do papel o projeto de Lina: Um museu com quatro grandes colunas vermelhas, uma pinacoteca que coloca as obras em cavaletes transparentes (que obrigam o visitante a admirar os quadros antes de ler as informações do autor) e uma grande praça de convívio para que a cidade possa se encontrar, o hoje famoso “vão do MASP”.

SESC Pompéia

Lina Bo Bardi - A arquiteta do convívio (Foto: Divulgação)

 

A grande obra de Lina, o Sesc Pompéia foi feito no lugar de uma fábrica com um grande objetivo: promover o encontro e convívio entre as pessoas. Daí a ideia de criar uma rua aberta que atravessa o complexo de ponta a ponta, ao mesmo tempo que reúne todos os presentes, estejam eles indo almoçar, ver uma peça de teatro, admirar uma grande exposição ou apenas passear sob o sol. Outra marca do prédio são as janelas aparentemente disformes, mas que imitam as formas das batatas brasileiras, que surpreenderam Lina quando ela primeiro chegou ao Brasil.

Solar do Unhão

Centenário Lina Bo Bardi (Foto: Iñigo Bujedo/Photoshelter )

 

O projeto de recuperação do Solar do Unhão, aonde fica o Museu de Arte Moderna da Bahia, exigiu que Lina se adaptasse a uma estrutura tombada do século XVI. Sem desrespeitá-la, Lina deixou sua marca ao projetar a “Escada de Lina” , um caracol que liga o térreo ao primeiro pavimento, no centro do edifício. Feita de madeira maciça, tem estilo moderno, embora tenha sido baseada no funcionamento das rodas dos tradicionais “carros de boi”.

Igreja do Espírito Santo

Lina Bo Bardi - A arquiteta do convívio (Foto: Reprodução)

 

Circular, esta igreja de Uberlândia, Minas Gerais, parece baseada no panteão romano. Dentro das obras de Lina, o santuário se destaca pelo caráter comunitário e pela adaptação dos processos e materiais para a realidade da região. Junto com a arquiteta, os moradores da comunidade que insistentemente pediam para que esta fosse uma obra especialmente bonita, ergueram o prédio e até hoje se reúnem por lá reforçando um dos pontos principais dos projetos da artista, a convivência.

Teatro Oficina

Lina Bo Bardi - A arquiteta do convívio (Foto: Jennifer Glass)

 

Lina Bo Bardi - A arquiteta do convívio (Foto: Jennifer Glass)

 

Uma das últimas obras de Lina Bo Bardi, o Teatro Oficina é a prova de que a arquiteta não chegou a viver nenhum tipo de decadência. Pelo contrário, foi capaz de celebrar um casamento perfeito entre a simplicidade e a clareza de sua obra e o estilo artístico do diretor de teatro Zé Celso, que como Lina, quer que cada uma de suas peças provoque o encontro e o convívio entre o homem e sua arte.

Casa Vogue – POR GIOVANNA MARADEI- 2016

 

Saccaro no Casa Vogue Experience

Na semana passada a Saccaro esteve presente no Casa Vogue Experience. Um habitat que recebeu muitas palestras, workshops e talks sobre design, arquitetura,sustentabilidade, gastronomia e bem-estar.

Os designers Roque Frizzo e Guilherme Wentz, participaram de um talk com mediação da editora de design da Casa Vogue, Winnie Bastian, na quinta-feira 19. Para conhecer um pouco mais, acesse:

Os estofados da Coleção Sweel, lançamento outdoor 2018, recebia os convidados para o aconchego do living, com um belíssimo painel pintado pelo Studio Passalacqua. No home theather, o sofá modular Sintra oferecia conforto e relaxamento a quem passasse pelo ambiente.

Nas varandas, a peça assinada pelo designer Guilherme Wentz para a Saccaro, a Poltrona Estio, convidava com simplicidade e requinte os visitantes para relaxar e apreciar a vista.

Confira nas imagens um pouco dos ambientes e das inspirações transmitidas no Casa Vogue Experience 2017.

 

Saccaro no Casa Vogue Experience

Em sua terceira edição, o Casa Vogue Experience leva você para dentro das páginas da Casa Vogue, em uma experiência inesquecível.

Em um loft de 650 m² concebido pela equipe da revista, composto e decorado pelos mais belos móveis, objetos, obras de arte, cores e revestimentos, ambientes ganham força ao combinar lançamentos de design nacionais e internacionais a peças vintage e quadros e esculturas de primeira grandeza.

A SACCARO é patrocinadora do evento e apresenta ao público visitante os lançamentos da Coleção Saccaro 2018: Swell, Estio e Sintra e também Cadeiras Palladio, Mesas Soiê e Poltrona Mistral.

Entre a programação,o Casa Vogue Experience, proporcionará  um talk show com os designers Guilherme Wentz e Roque Frizzo, que assinam peça Saccaro.

Acesse casavogue e conheça a programação completa.

 

 

 

 

 

Encantos e luxos na Bahia

Pra mim, o maior luxo da Bendito Seja, depois da localização de sonho, é o chef da casa, Jura Marques. Chegar na pousada perto da hora do almoço é satisfação garantida e um convite pra fazer uma siesta nas espreguiçadeiras com vista para o mar, que estão à sua espera no gramado.

O cardápio tem várias opções tentadoras, mas adianto que a melhor moqueca com farofa de coco que já comi, seguida da cocada de forno morna, são pedidos inesquecíveis. A Bendito Seja tem apenas 11 apartamentos amplos e bem iluminados, com todo o conforto e privacidade. A área comum conta com um jardim interno extremamente agradável, ofurôs, sala de massagem e uma grande sala de estar, onde o café da manhã é servido para os hóspedes.

No horário de almoço o movimento é maior, pois esse canto da praia tem várias pousadas e pequenos restaurantes, além do fluxo dos turistas que chegam para passar o dia. Mas à noite a paz reina, e esse é o lugar ideal pra observar o movimento da maré, dos pescadores e das estrelas. De novo confortavelmente instalados nas espreguiçadeiras do jardim.

Uma caminhada de ponta a ponta na orla do Espelho faz você entender que, apesar de pequena, essa praia oferece atmosferas diferentes. No meio do caminho, vários bares interessantes, oferecendo o melhor da cozinha baiana. No canto direito da praia, à beira de um riozinho, podemos avistar o bar-restaurante da Fazenda Calá & Divino. Vale caminhar até lá exclusivamente pra almoçar em um recanto mais tranquilo da praia. As caipiroskas são deliciosas e o cardápio é tentador.

Depois dessa parada por ali, certamente vai bater uma vontade de ficar mais. Fique. Peça pra conhecer as dependências da Fazenda e apaixone-se pela arquitetura rústica-essencial com ares de Grécia, que vai subindo a colina com seus oito bangalôs brancos distribuídos no terreno. A Fazenda, originalmente de propriedade do artista-ceramista Calá, foi repaginada com muita delicadeza pelas novas sócias e transformada em um refúgio único.

Os bangalôs são o melhor do estilo minimal-chic, com suas camas brancas com dosséis e mosquiteiros conferindo ainda mais leveza a esse cenário paradisíaco. Garantia de sonhos bons. A Fazenda conta com horta própria, galinhas pra abastecer o seu café da manhã com ovos orgânicos e recebe uma entrega diária de peixe, que chega diretamente das mãos do pescador na praia em frente. O paisagismo está em sintonia absoluta com a flora local e as peças de cerâmica do Calá estão por todos os ambientes, com a sua temática baiana em tons.

Conheça o ambiente Saccaro na Casa Cor Pernambuco

 

A CASACOR chegou a Pernambuco em 1996. De lá para cá, somam-se vinte edições, e algumas cidades sede: Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes.

Em 2017, a mostra acontece pela segunda vez consecutiva no casarão na Avenida Rui Barbosa, no bairro das Graças. Datado de 1922, o lugar abrigará 43 ambientes decorados.

“Priorizei um percurso diferente desta vez, valorizando a casa. A proposta é que o arquiteto explore isso. Temos vários temas baseados em tendências de morar, como por exemplo, o clássico revisitado, a valorização do verde, da paisagem…”, explica o arquiteto Mário Santos, responsável pelo Master Plan desta edição.

Haverá também uma piscina com deck que pode ser contemplada da sala de jantar, o loft na área externa da casa e os espaços de lazer e convivência focados no atendimento ao público. A entrada, desta vez, será pela Rua Cardeal Arcoverde.

A sala de jantar, projetada pelas arquitetas Luiza Nogueira e Simone Lima Arquitetura e Design de Interiores, tem ambiente arrojado e total integração entre o interno e externo com vidros translúcidos na fachada, e tem vista para o deck com piscina do casarão.As peças Saccaro se integram com o ambiente e os colorido painéis da artista plástica Thina Cunha

 

Fotos: Rogério Maranhão

 

 

 

Novos acabamentos Saccaro

Localizado no coração da América do Sul, o Pantanal é considerado uma das maiores
extensões úmidas do planeta. Sua fauna e flora admiráveis fazem desse ambiente um santuário de natureza exuberante.
Esse habitat incrível é a inspiração para a cartela de cores e acabamentos da Saccaro, que traz para os móveis toda a vida e riqueza do Pantanal.

Conheça nas redes sociais Saccaro todas as cores e inspirações para a Coleção 2018.

Artesanato de Heloisa Crocco

 

No start, Heloisa criou o Projeto Topomorfose – Topo (o topo do corte no tronco/as entranhas), Morfose (transformação) – a partir de um profundo estudo dos veios da madeira, que se definem no calor e no frio: mais escuros e macios no verão, quando o tronco está crescendo; mais claros e rígidos no inverno, quando a madeira hiberna. Ela estudou as características de diversas espécies nativas do nosso privilegiado território, estabelecendo padrões, reconhecendo origens visuais no artesanato indígena e popular. Foi estudando também cortes e composições com pequenos pedaços de madeira, pintando, desenhando, criando texturas e experimentando técnicas. Foi fazendo aplicações em objetos, carimbos, móveis e revestimentos até painéis e murais. Em padronagens, já reúne um grande acervo, sempre nos tons naturais associados à madeira, aplicadas em cerâmica, louças, têxteis, cartonagem, couro e móveis. Várias foram desenvolvidas também como matrizes para linhas de produtos de empresas: Tok & Stok (roupas de cama, xícaras e panelas), Vista Alegre (louças), Personal Paper (papelaria), Arte Nativa Aplicada (tecidos), entre outras.

Seu trabalho ganhava cada vez maior visibilidade e reconhecimento. Chegou um convite de Ouro Preto, em Minas Gerais, para resgatar o sentido do artesanato com pedra sabão, uma arca perdida. “Na terra de Aleijadinho e com toda aquela riqueza arquitetônica, os artesãos esculpiam Cristo Redentor, Buda, pirâmides… Passamos a explorar as referências da paisagem urbana para esculpir na pedra-sabão e floresceu um artesanato plenamente identificado com a história local”, explica.

A repercussão não tardou e Heloisa criou com outros artistas o Projeto Piracema de Design para o

desenvolvimento de produtos e materiais gráficos. Ela passou a levar seu legado Brasil afora, com vários trabalhos para a revitalização do artesanato popular. Sempre explorando, vivenciando o meio, a cultura de cada lugar aonde vai para capacitar, despertar os artesãos.

Para novos conceitos. Trocando experiências com eles, aprendendo modos e olhares, identificando a fortuna local – arquitetura, cores, geometrias, fauna, flora, sons, escrita, etc. – para que os artesãos a enxerguem e, assim, a valorizem. Nesse processo acontece um encontro, o que torna possível desenvolver em conjunto novos padrões de design para os objetos que serão criados – durante e depois – com as matérias-primas, obviamente, locais.

“Quando se busca fora das origens, não te pertence, não se encontra o significado. Já quando tu olhas para o que é teu, para a tua origem, a compreensão é tal que tu te aproprias e não deixas ninguém mexer, nem estragar”, diz Heloisa.

Assim aconteceram os projetos Vivência, em Marajó, com argila, couro, madeira, sementes, palha da costa, fios e miçangas em bordado; o Mão Gaúcha, com lã, em Bagé (esquila, lavagem, carda e fiação para confecção de mantas e roupas), fibras vegetais na Serra gaúcha (palha de trigo, principalmente, trançada como pelos imigrantes italianos), couro e argila em diversas cidades, materiais tão caros ao gaúcho, entre outros. O resultado é um artesanato inventivo, pujante, vivo!

As ideias se multiplicavam e Heloisa desenvolveu novas técnicas. “Fui buscar as origens do gaúcho, com todo o seu aparato de trabalho no campo, como os itens de montaria, o laço, o relho”, conta, explicando que assim nasceu uma linha de produtos para a Altero, com puxadores de móveis em couro trançado dentro do metal. E ela explorou também as cercas típicas das fazendas no Pampa para montar painéis e tramas, expondo recortes das laterais e miolo – desconstruídas as estacas de seus fios de arame liso e farpado, sobressaem os buracos esculpidos pelo tempo e o vento – às

pontas irregulares.

Seu projeto mais recente é com o filho Thomaz: Casa Jamur (cogumelo, em indonésio, nome da produtora de vídeo internacional de Thomaz), um espaço de vivência espiritual e estímulo à vida saudável. Resgataram uma casa de 111 anos no interior de Santa Catarina e a montaram  novamente na praia do Silveira, reaproveitando toda a madeira e preservando a história da moradia, reinventando os espaços. Thomaz é designer visual e já rodou o mundo – chegou recentemente da Colômbia, onde filmou a segunda etapa do projeto Rekombinando, com um grupo de surf que leva história, artes e educação ambiental pela América Latina. Ele idealizou sua vida junto ao mar, pois ama o surf, se fortalece na energia da água e da natureza e mora no Silveira. A proximidade com a mãe, no entanto, se sustenta independentemente de distância física, pois reside não só no vínculo afetivo como também no artístico. Eles já fizeram outros trabalhos juntos, como uma coleção limitada de pranchas de surf, com visual arrojado em diversos modelos com padrões dos veios da madeira. Os mesmos vínculos se estabelecem com o filho caçula, Vicente, o Vico, chef de cozinha. Depois de estudar gastronomia na Alemanha e trabalhar por mais de uma década na Europa, instalou um laboratório experimental de culinária no Crocco Studio, com contêineres e um pergolado rústico e sofisticado, inspiradíssimo. Ele recebe para eventos com receitas criadas para encorpar o sabor enclausurado na essência dos alimentos. As mesas coletivas são arrumadas pela mãe com manifesto design. Mas Vico viaja a maior parte do tempo pelo Brasil e o exterior a trabalho. Atualmente está em Paris, a convite da chef Morena Leite, criando um cardápio Sabor Brasil para o restaurante do Museu do Homem. Os chocolates que esculpe com padronagens do projeto Topomorfose fazem sucesso por lá.

Os três sempre estiveram juntos, se acompanham de perto pelo whatsapp, por vídeos, por e-mails, dialogando, vibrando com novos trabalhos e conquistas, aplacando saudades. Ela segue produzindo, garimpando agora dentro do ateliê, descobrindo materiais esquecidos, reaproveitando e germinando novos frutos. Heloisa é como a árvore que oculta raízes vitais, nutridas por veios de água invisíveis, que irrompem energia para sua natureza, sábia e audaz, vicejar a céu aberto a cada nova fase de vida. Aos 67 anos, linda e elegante, está sólida em sua casa studio de pinus com os nós aparentes, que também conta uma história como árvore. Agora está finalizando a construção de um recorte do Crocco Studio fora do Brasil. Lá mergulhará no silêncio para revisitar, organizar e

catalogar seu notório fazer: um Patrimônio.

O trabalho de Heloisa com revitalização de artesanato popular repercutiu também no exterior e ela foi convidada, em 1985, pela Universidade de Los Andes, na Colômbia, para dar um curso de design têxtil. Foram 10 anos, com incursões anuais, em que identificou as origens da arte pré-colombiana para desenvolver uma coleção em tramas e texturas com este argumento. Em 1997, coordenou o

Manos del Uruguay, instituição de artesãs da lã no Uruguai. Em um ano, resgatou com o grupo a referência de identidade local – fauna e flora ganharam destaque e também um baralho em couro feito pelos índios (herança espanhola do jogo de cartas) – para desenvolver uma coleção que fizesse frente à competição globalizada. O grupo se fortaleceu e cresceu, hoje são 18 cooperativas com 800 mulheres trabalhando, com vendas para Nova York, Milão e Tóquio. O projeto Topomorfose recebeu o primeiro prêmio em Revestimento, no 8º Salão de Design Museu da Casa Brasileira/SP e Destaque em Design (três vezes) pela Associação Francisco Lisboa/RS. Ainda do Topomorfose, Menção Honrosa no 13° Prêmio Design Museu da Casa Brasileira/SP para o Armazém da Tigela Cereal; Prêmio na categoria Mobiliário; Prêmio de Exposição individual no 26º Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte/MG – O Brasil Amanhã, no Museu de Arte da Pampulha, e os selos Design Excelência Brasil e iF Design Award para a coleção de pranchas de surf com o filho Thomaz. Heloisa tem murais no Hilton Dubay, nos Emirados Árabes; no Hotel Caesar Guarulhos, em São Paulo; no Hospital Beneficência Portuguesa, em Fortaleza e Recife; na maternidade do Hospital Moinhos de Vento, no novo endereço administrativo da Lojas Renner, no edifício Iguaçu, da Smart

Arquitetura, e totens em empreendimentos da Cyrela Goldsztein, em Porto Alegre. Participou de várias exposições coletivas, salões e bienais na Alemanha, Áustria, Hungria, Holanda, EUA, França, México, Uruguai e Brasil.